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Kojima sobre seu legado: Criar como Tom Cruise até o fim

by Amelia Feb 20,2026

O lendário criador de jogos Hideo Kojima, mente por trás de séries como Metal Gear e Death Stranding, expressou recentemente uma filosofia de carreira semelhante à de Tom Cruise. Ele afirmou que sua motivação profunda é “continuar criando coisas até morrer”.

Desde sua estreia na indústria na Konami em 1986, Kojima desenvolveu um portfólio diversificado, incluindo títulos inovadores como Snatcher, Boktai — o inovador jogo para Game Boy Advance movido pela luz solar real — e o famoso P.T., um teaser interativo. Em uma recente entrevista ao Game*Spark centrada em seu próximo título, Death Stranding 2: On the Beach, Kojima discutiu o que o motiva a continuar desenvolvendo jogos.

“Eu sou como Tom Cruise”, afirmou Kojima com um sorriso. “O propósito da minha vida é a própria criação. Essa é a minha maior alegria. Meu objetivo é continuar criando enquanto minha mente e meu corpo permitirem. Talvez eu reconsiderasse apenas se meu trabalho se tornasse um fardo para os outros, mas meu desejo fundamental é continuar criando até o meu último dia.”

Hideo Kojima compartilha uma filosofia-chave com Tom Cruise sobre a dedicação à sua arte. Foto por Phillip Faraone/Getty Images for Kojima Productions. Ao traçar esse paralelo com Cruise, Kojima provavelmente se refere às declarações recentes do ator na estreia de “Mission: Impossible - The Final Reckoning”. Na passarela vermelha, Cruise disse ao The Hollywood Reporter que sua intenção é nunca se aposentar da produção cinematográfica, brincando até sobre continuar atuando até os 100 anos.

Notavelmente, em seus comentários ao Game*Spark, Kojima enfatizou “criar” em um sentido amplo, não especificamente “desenvolvimento de jogos”. Essa formulação deixa a porta aberta para futuros projetos fora dos jogos eletrônicos. De fato, em uma recente entrevista ao Brut, Kojima revelou uma ambição potencial: dependendo do estado da Kojima Productions após concluir OD da Microsoft e Physint da Sony, ele gostaria de dirigir um filme.

Play Dado seus extensos cinemáticos e seu toque direcional, muitos argumentaram que os jogos de Kojima já possuem uma qualidade cinematográfica. Contudo, Kojima abordou diretamente essa percepção na entrevista, esclarecendo que seu foco primário é sempre o meio interativo.

“Embora eu tenha crescido com filmes, que influenciam profundamente minha abordagem à iluminação, ao design de personagens e à direção, estou plenamente ciente de que estou criando um jogo”, explicou ele. “Minha metodologia central é explorar o que é unicamente possível dentro de um espaço interativo, o que inclui abraçar um senso peculiar de brincadeira.”

Essa brincadeira característica se manifesta nos cameos inesperados e segredos estranhos espalhados por seus jogos, frequentemente descobertos por meio de experimentação não convencional. Essas marcas são evidentes em títulos como Death Stranding 2, onde os jogadores podem descobrir inúmeras Easter eggs e segredos, ou perceber as interações incomuns possíveis nas fontes termais do jogo.

Claro, a conexão de Kojima com o cinema também é literal: uma adaptação de Death Stranding foi anunciada, e o ator Norman Reedus expressou forte interesse em liderar o projeto.

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